terça-feira, 9 de agosto de 2011

ELEANOR RIGBY

Eleanor Rigby é uma música dos Beatles, que eu gosto faz uns 16 anos e que vez ou outra neste meio tempo, martela na minha cabeça. Não sei se é fato, ou se incorporei na minha mente que as músicas de inglês britânico são de mais difícil interpretação. Sempre ficava me perguntando de que essa música falava, tinha umas suposições, mas nunca procurava saber. Também não falava dela com ninguém, pois por não ser tão conhecida, na minha mente ela simboliza aquele momento que eu ficava sozinha a noite. Simboliza aquele momento de estar só comigo mesma, neutra. Não me lembro de estado de bem estar, felicidade, tristeza ou infelicidade ao ouvi-la. Era um momento meu e só. Até hoje Eleanor Rigby me passa isso, uma neutralidade da solidão necessária em dado momento. Uma solidão funcional. Talvez eu me sinta mais centrada, mais "inglesa", mais minha mas ao mesmo tempo distante.

Hoje, porém, quis decifrar o enigma.




Eleanor Rigby
Composição: John Lennon / Paul McCartney

Ah, look at all the lonely people
Ah, look at all the lonely people


Eleanor Rigby picks up the rice in the church where a wedding has been
Lives in a dream
Waits at the window, wearing the face that she keeps in a jar by the door
Who is it for?


All the lonely people, where do they all come from?
All the lonely people, where do they all belong?


Father McKenzie writing the words of a sermon that no one will hear
No one comes near
Look at him working, darning his socks in the night when there's nobody there
What does he care?


All the lonely people, where do they all come from?
All the lonely people, where do they all belong?


Ah, look at all the lonely people
Ah, look at all the lonely people


Eleanor Rigby died in the church and was buried along with her name
Nobody came
Father McKenzie wiping the dirt from his hands as he walks from the grave
No one was saved

All the lonely people, where do they all come from?
All the lonely people, where do they all belong?

Tradução

Ah, veja todas as pessoas solitárias
Ah, veja todas as pessoas solitárias

Eleanor Rigby apanha o arroz de uma igreja onde houve um casamento
Vive em um sonho
Espera à janela, portando um rosto que ela guarda em um jarro perto da porta
Para quem é?

Todas as pessoas solitárias, de onde elas vêm?
Todas as pessoas solitárias, de onde elas são?


Padre McKenzie escreve o sermão que ninguém ouvirá
Ninguém passará por perto
Vejam-no trabalhando, remendando sua meias à noite quando não há ninguém por perto
Com o que ele se preocupa?

Todas as pessoas solitárias, de onde elas vêm?
Todas as pessoas solitárias, de onde elas são?

Ah, veja todas as pessoas solitárias
Ah, veja todas as pessoas solitárias

Eleanor Rigby morreu na igreja e foi enterrada junto com seu nome
Ninguém apareceu
Padre McKenzie limpa a sujeira das suas mãos enquanto se afasta do túmulo
Ninguém foi salvo [por ele]

Todas as pessoas solitárias, de onde elas vêm?
Todas as pessoas solitárias, de onde elas são?


Depois fiquei pensando o que os compositores queriam dizer, e encontrei um texto muito legal que fala sobre a interpretação dessa música, disponibilizado nos trechos que mais gostei, a seguir:


"Eleanor Rigby conta a história de dois personagens, a própria Eleanor e o padre McKenzie, que são retratados como símbolos representativos das pessoas solitárias como um todo. Em poucas palavras a história é como se segue: tanto Eleanor como McKenzie são pessoas solitárias. Ela trabalha na limpeza da igreja, sonha em se casar, espera pelo seu amado todos os dias. Ele escreve sermões que nunca ninguém escutará, passa a noite sozinho costurando suas meias. Eleanor morre na igreja, é enterrada junto com seu nome, somente. Ninguém veio a seu encontro. Mckenzie saí da cova, limpa suas mãos. Ninguém foi salvo por suas palavras.


Vejo alguns pontos particularmente interessantes nessa história. Há tanto homens como mulheres solitários. As pessoas muitas vezes têm dificuldade de encontrar umas as outras (a única interação entre Eleanor e McKenzie acontece quando o padre enterra a moça). A solidão não é necessariamente ruim, em nenhum ponto da história fica patente a tristeza, sofrimento, desespero, talvez nem mesmo a frustração possa ser colocada como presente. Penso que não há modelo certo para viver. Casar ou não casar, ter ou não ter filhos, sair ou não da casa dos pais, ter ou não ter amigos. Há dentro da sociedade aquilo que é mais comum e, fruto de um desenvolvimento cultural e social, mais almejado.


É certo que você conhece alguma pessoa que possa classificar de desajustada, desalinhada, diferente, excêntrica. Em todo conjunto de pessoas, podemos distinguir alguém que absolutamente não se encaixa no padrão modal, mais comum. Seja alguém um pouco mais feio, menos inteligente, menos sociável, menos emocionalmente desenvolvido, alguém com gostos demasiado diferentes, todos conhecemos alguém que um dia tenhamos parado pra pensar, o que será que a pessoa faz no fim de semana? Onde vai? Com quem fica? Quem namora? Quem ama? O que ama? Ama? Esta série de questionamentos pode culminar, algumas vezes, em sentimento de pena, de piedade. Vejo este sentimento como bastante injusto e arrogante, já que é fruto de um juízo de valor em favor de si em detrimento do outro. Quão bem resolvidos somos e quanto problemáticos são os outros? Quanto nosso jeito de agir é o certo? Quanto existe o certo?" (texto extraído de "Eleanor Rigby", disponibilizado em http://desideas.wordpress.com/2008/05/10/eleanor-rigby/)


Eu não quero ser como Eleanor Rigby. Me apavora a idéia de pensar no passar do tempo sem proveito.



sábado, 23 de julho de 2011

BYE BYE AMY


"Alice, a Amy morreu!" ouvi na ligação de Pablo, um amigo que sabia da minha admiração por Amy Winehouse, cantora e compositora britânica de soul, jazz e blues. Fiquei passada, não queria acreditar, pensei que fosse boato. Infelizmente, confirmei ao ligar a tv: Amy Winehouse morreu aos 27 anos, em seu apartamento em Londres de causa ainda desconhecida.
Curiosamente, eu e dois amigos conversávamos ontem sobre Amy. Pablo falou que se ela continuasse levando aquela vida (do vício em álcool e drogas), não viveria mais do que dois anos. Quem de nós poderia adivinhar que esse prazo de dois anos se esgotaria no dia seguinte...
Lembro-me da primeira vez que a ouvi no rádio, pensei "que massa essa cantora, deve ser uma robusta negra americana, nunca ouvi antes... Quem será?". Muitos pensaram como eu, a surpresa ficou por conta dela ser totalmente o contrário: mingnon, branca e inglesa. Essa característica inusitada colaborou para dar ainda mais destaque para a sua voz forte e perfeita.
Amy... Sempre foi assunto na minha roda de amigos. O que ela fazia, o que ela vestia, o que ela cantava...Um trecho de uma música sua virou até gíria entre a gente: "no no no!" , utilizado para definir o estado de alguém quando fora de si, por raiva, por ter exagerado na bebida, ou pelo uso de substâncias alucinógenas. Assim como seu nome, utilizado para as mesmas definições. Ex: Hoje eu estou Amy (da pá virada). Amy para nós virou até verbo: "Ontem fulano estava 'amywinehouseando'", para definir quando a pessoa estava passando da conta.
Amy também era uma entidade de primeira linha cultuada na "Sagolândia" (ver reinodasagolandia.blogspot.com), país imaginário da nossa turma. Tudo isso era uma maneira de homenagear aquela que por todo seu talento merecia todo o reconhecimento do mundo, o que ela obteve. Nunca ouvi ninguém discordar que a moça tinha talento. Podia até não elogiar, mas quem não admite que Amy era uma merecida estrela? (A não ser meu ex que dizia que a voz dela era enjoada. Mas talentosa ele sabe que ela era.)
Amy era uma virtuose, uma artista completa, independente, que brilhava por si: excelente interpréte e compositora, de canções de rasgar a alma, de estilo próprio, homenageado até por grandes estilistas. Apesar de todo seu talento, do sucesso estrondoso, Amy era simples, parecia distante da fama, dava a impressão de desconhecer que o mundo a admirava. O contrário, infelizmente, era o que acontecia: enquanto era enaltecida pelo mundo, ela mesma se desmerecia. Mas todos torciam por dias melhores para ela.
A minha admiração por Amy se fez justamente por que apesar de todo talento, de todo sucesso , ela era simples, ela errava, ela era humana. Ela não tinha vergonha, não queria se mostrar perfeita a todo momento, não fazia tipo. Amy era "underground" e eu amava! Ela era minha licença poética. E sempre lembrarei dela assim.
Gostava tanto que meu sonho era me fantasiar de Amy, inclusive, era até chamada de Amy por alguns amigos, com todo orgulho! O seu estilo era o meu estilo, ela era a minha maior musa inspiradora. Quando ela lançou sua boneca, fiquei contando os dias pra poder comprar, mas ninguém se interessou em fabricá-la... Quantas vezes me imaginei interpretando suas canções em pubs na minha cidade... Queria ser, nem que fosse um poquinho, como ela!
Um dia um amigo falou que era preciso que ela gravasse mais um disco pra que ela salvasse sua carreira, por que o o terceiro disco estava demorando muito para sair. (estávamos todos na torcida). Lembro que falei: "a Amy poderia morrer hoje, por que ela não precisa fazer mais nada, ela já se eternizou. "
Amy Winehouse era aquele artista que já tinha conseguido ultrapassar o limite físico da existência, se tornou lenda em vida. O que ela fizesse, nada ia retroceder sua virtuosidade.
Amy, Amy, devia ter ido ao seu show com a Karliete... Hoje me despeço te agradecendo pela companhia nos momentos de tristeza, nas noites solitárias, quando contigo me inspirava para escrever... (ver os posts "O nunca pode ser agora" e "Madrugada fria")
Agradecendo pela presença nos momentos de alegria, quando com os amigos tua música era trilha sonora constante. Pelas inspirações nos looks e no seu sucesso... Você sempre será minha Diva, desde sempre imortal.
Bye bye Amy...


segunda-feira, 18 de julho de 2011

FIRST PIC OF MONROE...AWWWW

Primeira foto da Monroe, publicada a duas semanas no twitter da Mariah. E eu não vi isso!!!!!


Nada de fotos, Monroe parece dizer hahaha. Que fofa!!!! #anciosapormaisfotosdedembabies

http://moroccanandmonroecannon.tumblr.com/post/7096206668/first-pic-of-monroe-awww

quinta-feira, 14 de julho de 2011

AO CÉU - MELANINA CARIOCA

Essa música não sai mais da minha cabeça! Mas quem não quer ouvir isso de alguém? É meu sonho!

Toda noite eu vou levar você ao céu
Não sei o que você faz
Que me faz sentir tão bem
Eu falo mas você não quer acreditar
Sou mais feliz por ser teu bem
Agora sei que tudo vai mudar
Agora vejo que as estrelas vão brilhar
Porque o céu amanheceu só teu
O tempo vai passar
E nosso amor só vai crescer
Você vai ver
Meu pai vai conceder a laje pra morar
E uma casa eu vou te dar
(No Vidigal...)
Mobiliada em frente ao mar
(No Vidigal...)
Pra gente se casar
(No Vidigal...)
Porque eu quero ser só teu
Quando tudo se ajeitar
Quando Deus abençoar
Dois bonecos vai me dar
E vou te dar o céu
Toda noite eu vou levar você ao céu (3x)

Amor, preciso ouvir a tua voz
Me fala, qual vai ser?

Você sabe, sou toda sua
Seu desejo é o meu desejo
Você é o meu lugar
Sob estrelas e luar
Agora e sempre
Nunca imaginei te amar assim
Nunca imaginei ser tão feliz
Pediu a minha mão
Te dou meu coração
Aqui é o seu lugar

Toda noite eu vou levar você ao céu (3x)


Para ouvir: http://www.myspace.com/melaninacarioca